Mais preocupado com a morte, brasileiro investe em auxílio funeral

 

Se precaver até na hora da morte está se tornando cada vez mais comum entre o brasileiro. A soma empregada em seguros e auxílio funeral cresceu 56% em 12 meses, a maior alta registrada na indústria de seguros, junto com o educacional. Em agosto, totalizou somou R$ 22,6 milhões em prêmios em agosto contra R$ 14,5 milhões em agosto do ano passado. É um dos segmentos que mais cresce na indústria do seguro de pessoas.

Tais seguros são incluídos no grupo “Eventos Aleatório”, um segmento ainda pequeno – de 3,11% do total de prêmios distribuídos, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), de agosto -, mas que vem crescendo constantemente.

fenaprevi_dados.jpg

Tal apólice prevê cobertura das despesas incorridas com o sepultamento, em caso de falecimento do segurado. Além disso, ajudam a família na documentação e burocracia envolvida. Já há até seguros personalizados, como é o caso do funeral oficial do Corinthians.

Na hora de contratar, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) esclarece que há uma diferença entre o auxílio e a assistência funeral. O primeiro cobre todo o valor que a pessoa gasta no funeral, sendo que a família pode optar entre os diversos prestadores de serviço disponíveis no mercado.

Já a assistência funeral é considerada um serviço complementar ao contrato de seguro. A pessoa fica limitada ao prestador de serviços indicado pela seguradora.

Demais seguros

O mercado de seguros de pessoas como um todo, que engloba apólices de vida, educacional, funeral e outros, arrecadou R$ 2 bilhões em agosto, valor 13% superior ao visto no mesmo período do ano passado. Foram pagos no mês R$ 542,6 milhões em indenizações aos segurados.

Os seguros de vida continuaram como a modalidade de maior representatividade na indústria ao movimentar R$ 858,2 milhões em agosto, alta de 8,85% frente ao mesmo mês de 2012.

(Com Agência Estado)